EM Beth Sarubbi

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quinta-feira, 27 de março de 2014

ATIVIDADES "SEMANA DA ÁGUA" 2014

Atividade Semana da Água

"SCRATCH, DANDO ASAS A NOSSA IMAGINAÇÃO"

(Professoras de Ciências:  Rosana, Lucimeire, Valquiria)

Alunos de 6º ao 9º ano criam jogos educativos sobre o tema Água e  Sustentabilidade.




APRESENTAÇÃO DOS JOGOS AOS ALUNOS DA ESCOLA"ENEY"







POESIA CONCRETA

PROFESSORA - EDILAINE




ÁRVORE DOS SONHOS E MURO DAS LAMENTAÇÕES


APRESENTAÇÃO DO CORO "VOZES DO NOVO MUNDO" 

 ALUNOS DOS 7º ANOS


PROFESSOR DE ARTE E MUSICALIZAÇÃO - FÁBIO FIORELLI



APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS DOS 7º ANOS PARA OS ALUNOS DOS 6º ANOS

 




APRESENTAÇÃO NA ESCOLA ENEY

 

sexta-feira, 21 de março de 2014

6º ano - A, C, D, E

Que tal ouvirmos um pouco de poesia?

Você é o convidado especial para entrar no universo mágico de Vinícius de Moraes...

Prof.ª Tatiana - Língua Portuguesa e LPT








9º ANO B e D

Castro Alves e Navio Negreiro

Não podemos falar de uma obra sem conhecermos o autor e o contexto histórico e social de sua criação. Abaixo estão dois vídeos, um sobre a vida de Castro Alves e outro a declamação do poema, onde podemos perceber a diferença do ritmo nas estrofes.

Aproveitem bastante e discutiremos mais sobre este assunto nas nossas aulas de LPT!

Prof.ª Tatiana



INDICAÇÕES DE LEITURA - 6º ANO


POESIA


Para ampliar o nosso conhecimento em poesia e viajarmos por meio da imaginação e das palavras, segue uma lista com indicações de leitura:

  • Cordelinho, Chico Salles;
  • Meu material escolar, Ricardo Azevedo;
  • 111 poemas para crianças e 33 ciberpoemas e uma fábula virtual, Sérgio Caraparelli;
  • Lili inventa o mundo, Mário Quintana;
  • Vejam como eu sei escrever, José Paulo Paes;
  • Rimas do País das Maravilhas, Lewis Carroll;
  • Um gato chamado gatinho, Ferreira Gullar;
  • O menino poeta, Henriqueta Lisboa;
  • Alice no país da poesia, Elias José.

Visitem a nossa biblioteca e boa leitura!


Prof. ª Tatiana - Língua Portuguesa e LPT

INDICAÇÕES DE LEITURA - 9º ANO


CRÔNICA


Para vocês aprofundarem seus conhecimentos sobre crônica e os auxiliarem na produção deste gênero textual, seguem indicações de leitura para o primeiro bimestre:


  • As cem melhores crônicas de humor, organização de Sandro Villar;
  • Cara ou Coroa, Fernando Sabino;
  • Comédias para se ler na escola e Comédias da vida privada, Luís Fernando Veríssimo (autor que será estudado neste bimestre);
  • 100 crônicas, Mário Prata;
  • Meio intelectual, meio de esquerda, Antônio Prata;
  • O golpe do aniversariante e outras crônicas, Walcyr Carrasco;
  • De notícias e não notícias faz-se a crônica, Carlos Drummond de Andrade;
  • 200 crônicas escolhidas, Rubem Braga;
  • O menino no espelho, Fernando Sabino.

Visitem a nossa biblioteca e boa leitura!


Prof.ª Tatiana

quarta-feira, 19 de março de 2014

Voz de Cabeça

Olá alunos dos 6º anos e 7º anos. Deixo aqui alguns exemplos de como cantar com a voz "colocada", a "voz de cabeça", fazendo a abertura na parte de trás da boca (abertura de quando vamos bocejar). Percebam como o cantar é suave. Vamos continuar treinando!!!! Comentem o que vocês acharam do vídeo.
 

Prof. Fábio de "Arte e musicalização".

Cliquem nos links abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=y6Wa-JCFals 


https://www.youtube.com/watch?v=K6pnL28Nutk 


https://www.youtube.com/watch?v=XgY4-PYu_ek 


https://www.youtube.com/watch?v=gqabJHdrbFo 


https://www.youtube.com/watch?v=tt66YCHd8ZQ 

terça-feira, 11 de março de 2014

Alunos dos 7º anos A, B, C, D, E - Trabalho Para Casa - Arte

Atenção alunos dos 7º anos, realizar o trabalho abaixo:

Como foi debatido em sala de aula, existem vários profissionais que utilizam O DESENHO como ferramenta nas suas atividades cotidianas. Entre alguns exemplos citamos: estilistas de moda, pedreiros, engenheiros, tatuadores, cartunistas, escultores, arquitetos, etc.
Destacamos o trabalho de um desses profissionais que é o ARQUITETO e estudamos, em sala de aula, sobre a vida de um dos arquitetos mais famosos mundialmente: OSCAR NIEMEYER.


TRABALHO DE ARTE:

- Pode ser realizado individualmente, ou em duplas, ou em trios.

ESCOLHER UMA DAS OBRAS DE OSCAR NIEMEYER E REPRODUZI-LA NUMA MAQUETE.

O que é uma maquete?
É a reprodução de uma obra ou espaço em forma reduzida e tridimensional.

Para confecção da maquete usar como base uma placa de isopor (não precisa ser grande). Podem utilizar diversos materiais como embalagens recicláveis (caixas, latas, embalagens de plásticos, etc), papelão, papéis diversos, plásticos, elementos da natureza (folhas, pedras, areia, etc), tintas, entre outras coisas.

DATA DE ENTREGA:
7° ANOS B, C, D - dia 25 de março de 2014 (terça-feira)
7º ANO A - dia 26 de março de 2014 (quarta-feira)
7º ANO E - dia 31 de março de 2014 (segunda-feira)

Veja abaixo algumas das grandes obras de Oscar Niemeyer, que poderão ser escolhidas para realização do trabalho de arte:

 
CATEDRAL DE BRASÍLIA


CONGRESSO NACIONAL (BRASÍLIA)


IGREJA DA PAMPULHA (MG)


MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA (SP)


PASSARELA DO SAMBA (SAMBÓDROMO RJ)


EDIFÍCIO COPAN (SP)


MEMORIAL JK (BRASÍLIA)


PALÁCIO DA ALVORADA (BRASÍLIA)


CASA DAS CANOAS (MORADIA DO ARQUITETO NO RJ)


SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (BRASÍLIA)


MUSEU OSCAR NIEMEYER (CURITIBA - PR)


ENTRE TANTAS OUTRAS OBRAS... PESQUISEM NA INTERNET, LIVROS, ETC.

BOM TRABALHO!!!!!!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Alunos dos 6º anos A, B, C, D, E - Lição de Casa - Arte e Musicalização

Alunos dos 6º anos A, B, C, D, E - Lição de Casa
 

- Matéria: Arte e musicalização - Prof. Fábio
- Atividade: Responder o questionário abaixo, numa folha separada com nome, número e série. As respostas vocês encontrarão no texto, passado em sala de aula, sobre "Como a voz é produzida" e as "Notas musicais".
- Data de entrega: 6º ano A, B, C e D = dia 19 de março (quarta)
6º ano E = dia 20 de março (quinta)

Questionário:
1)Explique o que acontece com as pregas vocais quando cantamos.
2)Qual o “combustível” necessário para que as pregas vocais produzam o som?
3)O que acontece com a voz dos homens e das mulheres na adolescência?
4)Que cuidados devemos tomar para não prejudicar as nossas cordas vocais durante as aulas de canto?
5)O que são notas musicais e quais são elas?
6)O que são vocalises?
7)O que é importante fazer antes de praticar os vocalises?
8)Quais os tipos de sons?
9)Quais os tipos de vozes masculinas? Explique cada uma.
10)Quais os tipos de vozes femininas? Explique cada uma.

PARA OS ALUNOS NOVOS E PARA OS QUE FALTARAM, AQUI ESTÁ O TEXTO PASSADO EM SALA DE AULA. COPIAR NO CADERNO DE MUSICALIZAÇÃO (caderno pequeno) E MOSTRAR EM SALA DE AULA PARA VISTO.

Musicalização: COMO A VOZ É PRODUZIDA.

A voz é emitida em função da corrente de ar que é fornecida pelos pulmões. Este ar passa pela laringe permitindo a vibração das pregas vocais. O som produzido pelas pregas vocais é amplificado por “caixas acústicas” naturais, formadas pela laringe, boca e nariz. Por fim, esta voz é articulada na boca, tornando-se fala.
Quando respiramos, o ar também passa pela laringe, mas as pregas vocais ficam relaxadas. Nesse caso, quando estamos respirando, elas se abrem, formando um “V”. Quando falamos, aproximam-se para vibrar e produzir o som, formando um “I”.
Para que as pregas vocais produzam som, elas precisam de um combustível, no caso, o ar que sai dos pulmões e as faz vibrar. Certamente você já encheu uma bexiga e esticou o seu bico, produzindo som. Este mecanismo é semelhante ao que ocorre com as pregas vocais. Precisamos ter ar necessário para colocá-las, caso contrário, não há som, só ruído. Por isto que é muito importante o trabalho respiratório nos profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho (profissionais da voz).
Nossa voz existe desde o nascimento e se modifica no decorrer de nossas vidas, sendo o choro a primeira manifestação vocal. Quando crianças, meninos e meninas apresentam vozes muito parecidas. Com a adolescência (por volta dos 12 e 13 anos), os meninos passam pela mudança vocal. Neste período, as pregas vocais se alongam e a laringe desce. Como o ajuste muscular ainda está associado a um padrão infantil, é bastante comum descontrolar ou desafinar a voz.
Os homens vão ficar com uma voz mais grave, porque apresentam as pregas vocais mais curtas e largas, e as mulheres com a voz mais aguda por apresentarem as pregas vocais mais longas e estreitas.
É bom lembrar que não nascemos com a nossa laringe pronta nem para fala, nem para o canto. Assim como aprendemos falar, também podemos aprender cantar.

AS NOTAS MUSICAIS

Notas musicais são sinais que representam a altura do som musical. Apesar de serem inúmeros os sons empregados na música, para representá-los bastam apenas sete notas:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
O conjunto das sete notas sucessivas, com a repetição da primeira, chama-se escala, que pode ser ascendente ou descendente.

O QUE SÃO VOCALISES?
Vocalises são pequenas linhas melódicas (PALAVRAS OU FRASES) utilizadas para exercícios vocais, afim de conseguir a colocação e impostação da voz . Essas pequenas melodias, cantadas com continuidade e frequência, vão colocando o som e fixando-o no local correto. Para fazer os vocalises aconselha-se, no mínimo, 10 minutos de exercícios respiratórios e dicção, com vogais e consoantes.

Os tipos de sons e vozes:
-Os sons podem ser:
Grave no sentido sonoro é som mais "grosso".
Agudo no sentido sonoro é som mais "fino".

O Som também pode ser: longo e curto, forte e fraco.

-As vozes se dividem em:

a)Vozes Femininas

Soprano: é a voz mais aguda por parte das mulheres.
Mezzo-Soprano: É como uma soprano, mas possui um tom de voz levemente mais grave do que a mesma.
Contralto: é a voz feminina mais grave.

b)Vozes Masculinas

Tenor: é a voz mais aguda por parte dos homens.
Barítono: é uma voz intermediária entre o Tenor e o Baixo.
Baixo: é a voz com tonalidade mais grave.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

9º ANOS B e D: A atemporalidade da obra "Navio Negreiro", de Castro Alves, e a sua relação dialógica com a música "Todo camburão tem um pouco de navio negreiro", do Rappa.



Castro Alves, considerado um dos mais brilhantes poetas românticos brasileiros, é chamado de "cantor dos escravos" pelo seu entusiasmo diante das grandes causas da liberdade e da justiça - a Independência na Bahia, a insurreição dos negros de Palmares, o papel da imprensa, e acima de tudo isso a luta contra a escravidão.
O Rappa é uma banda brasileira conhecida por suas letras de forte impacto social. Seu ritmo não é exatamente definido nem mesmo pela própria banda. Embora seja de início principalmente reggae e rock, a banda também incorporou elementos de samba, rap e MPB.
Mesmo em ramos diferentes e com mais de um século os separando conseguimos ainda fazer uma relação entre suas obras.
Ambos fazem uma arte engajada  e que retrata as injustiças sociais que aconteciam na época de Castro Alves e que ainda vive os resquícios da escravidão, da exclusão e desigualdade social.
Isto nos faz refletir a cerca da função da literatura, da cultura e da música: refletir a respeito da situação social e o nosso posicionamento a cerca dela.

Fonte:
http://educacao.uol.com.br/biografias/antonio-de-castro-alves.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Rappa


Segue o link da música do Rappa e o poema Navio Negreiro na íntegra.
http://www.vagalume.com.br/o-rappa/todo-camburao-tem-um-pouco-de-navio-negreiro.html

Aos alunos do 9ºano, uma boa leitura e  espero vocês para um debate sobre o assunto nas aulas de Leitura e Produção de Texto!


Prof. ª Tatiana


Navio Negreiro
Castro Alves
  I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta. 
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro... 
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?... 
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas... 
Donde vem? onde vai?  Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço. 
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade! 
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa! 
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos! 
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
 
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa! 
Albatroz!  Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz!  Albatroz! dá-me estas asas.
 
II
    
Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após. 
Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão! 
O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir! 
Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...
 
III

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
IV


Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar... 

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs! 
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais... 
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri! 
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..." 
E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
 E ri-se Satanás!...
 
V

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! 
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são?   Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!... 
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . . 
São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael. 
Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!... 
Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer. 
Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar... 
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!... 
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...
VI
   
(Paulo Autran declamando a VI parte do poema)

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio.  Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ... 
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!... 
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!